Você Ainda Acha que Precisa de Muito Dinheiro para Investir?
Se você acredita que precisa juntar milhares de reais antes de começar a investir, existe uma boa chance de estar esperando o momento errado.
O investimento não começa quando sobra MUITO dinheiro. Ele começa quando você aprende a fazer o dinheiro que já tem trabalhar a seu favor.
E aqui está uma mudança de mentalidade importante: R$ 30, R$ 50 ou R$ 100 não vão transformar sua vida financeiramente de uma hora para outra.
Mas podem transformar a maneira como você lida com dinheiro. E isso, no longo prazo, vale muito mais.
Imagine que você consiga separar R$ 50 este mês. Em vez de deixá-los parados na conta, você decide colocá-los em uma aplicação adequada ao seu objetivo. No mês seguinte, acrescenta mais R$ 50. Depois, R$ 70.
Aos poucos, você deixa de ser apenas alguém que “quer investir” e passa a ser uma pessoa que TEM O HÁBITO DE INVESTIR.
É aí que a coisa começa a ficar interessante.
Tesouro Direto ou CDB: por onde começar?
Para quem está começando com pouco dinheiro, duas alternativas frequentemente aparecem: Tesouro Direto e CDB.
O Tesouro Direto permite investir em títulos públicos federais e possui opções diferentes de acordo com o objetivo e o prazo.
Já o CDB é um título emitido por bancos, e existem CDBs com LIQUIDEZ DIÁRIA, que permitem solicitar o resgate antes do vencimento, conforme as condições da instituição.
Mas não escolha simplesmente porque alguém disse que determinado investimento “rende mais”.
Primeiro pergunte: QUANDO EU POSSO PRECISAR DESSE DINHEIRO?
Se você está formando sua reserva de emergência, por exemplo, acesso ao dinheiro pode ser mais importante do que tentar buscar alguns pontos extras de rentabilidade.
Pense em uma situação real: você investe R$ 100 e, duas semanas depois, seu celular quebra e você precisa gastar R$ 80 para resolver o problema.
Se colocou esse dinheiro em uma aplicação inadequada para uma necessidade imediata, pode descobrir que LIQUIDEZ é muito mais importante do que perseguir uma rentabilidade aparentemente maior.
O segredo não está nos primeiros R$ 100
Existe uma armadilha psicológica quando começamos a investir: olhar para o saldo e pensar “isso é muito pouco”.
Não é.
O primeiro R$ 100 tem uma função que vai muito além do próprio valor: ele prova para você que é possível começar.
Depois vem a disciplina de repetir.
R$ 50 por mês representam R$ 600 em um ano, sem considerar os rendimentos. R$ 100 mensais representam R$ 1.200.
E, conforme sua renda aumenta, você pode aumentar também o valor dos aportes.
Por isso, eu prefiro uma estratégia simples e sustentável a uma tentativa de começar grande e abandonar três meses depois.
O INVESTIMENTO PRECISA CABER NA SUA VIDA.
importante do que perseguir uma rentabilidade aparentemente maior.
Comece pequeno, mas comece com método
Antes de investir seus primeiros reais, defina três coisas: OBJETIVO, PRAZO E LIQUIDEZ.
Quer montar uma reserva? Pense em segurança e acesso ao dinheiro.
Quer investir para um objetivo daqui a alguns anos? O prazo passa a ter outro peso.
Quer construir patrimônio para o futuro? A estratégia pode ser completamente diferente.
E existe mais uma regra que considero fundamental: NÃO INVISTA EM ALGO QUE VOCÊ NÃO CONSEGUE EXPLICAR COM SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS.
Se você não entende onde está colocando seu dinheiro, não está investindo com consciência; está simplesmente confiando em alguém.
Conclusão
Começar a investir com R$ 30, R$ 50 ou R$ 100 não é sobre ficar rico rapidamente. É sobre construir uma relação diferente com o dinheiro.
Seu primeiro investimento talvez pareça pequeno na tela do aplicativo. Mas ele representa uma decisão enorme fora dela: você deixou de apenas trabalhar pelo dinheiro e começou, ainda que modestamente, a CONSTRUIR PATRIMÔNIO.
Não espere ter “dinheiro suficiente” para começar. Aprenda primeiro a investir bem o pouco que você tem. Quando os valores aumentarem, o hábito e o conhecimento já estarão construídos.
